Setembro amarelo: No mundo, a cada 45 segundos uma pessoa comete suicidio

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imagem_release_1430823Se outubro é o mês pela prevenção do câncer de mama, representado pela cor rosa, e novembro é pela prevenção de doenças masculinas, com a cor azul, em Setembro adotamos o Amarelo para colorir o movimento mundial para conscientizar a população sobre a realidade do suicídio e mostrar que existe prevenção em mais de 90% dos casos, segundo a Organização Mundial da Saúde.

O suicídio é considerado um problema de saúde pública e mata 1 brasileiro a cada 45 minutos e 1 pessoa a cada 45 segundos em todo o mucndo. Pelos números oficiais, são 32 brasileiros mortos por dia, taxa superior às vítimas da AIDS e da maioria dos tipos de câncer. Pelo menos o triplo de pessoas tentaram tirar a própria vida e outras chegaram a pensar em suicídio. Apesar de números tão alarmantes, o assunto ainda é tratado como tabu. Evita-se o assunto, o que só colabora para o aumento dos casos, pois as pessoas muitas vezes não sabem que podem procurar ajuda.

imagem_release_1430824O câncer, a AIDS e demais doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), há duas ou três décadas, eram rodeadas de tabus e viam o número de suas vítimas aumentando a olhos nus. Foi necessário o esforço coletivo, liderado por pessoas corajosas e organizações engajadas, para quebrar esses tabus, falando sobre o assunto, esclarecendo, conscientizando e estimulando a prevenção para reverter esse cenário.

Mas como buscar ajuda se sequer a pessoa sabe que ela pode ser ajudada e que o que ela passa naquele momento é mais comum do que se divulga e ela imagina? Ao mesmo tempo, como é possível oferecer ajuda a um amigo ou parente se também não sabemos identificar os sinais e muito menos temos familiaridade com a abordagem mais adequada? Segundo a Master Coach Aline Salvi “Devemos ficar atentos aos 4Ds do Suicídio e transtornos psicológicos.  Os 4 D´s corresponde a  Depressão, Desesperança, Desamparo e Desespero”.

Quais são os sinais e comportamentos predominantes?

imagem_release_1430827Depressão, Desesperança, Desamparo e Desespero: As pessoas com pensamentos suicidas podem se isolar, não atendendo a telefonemas, interagindo menos nas redes sociais, ficando em casa ou fechadas em seus quartos, reduzindo ou cancelando todas as atividades sociais, principalmente aquelas que costumavam e gostavam de fazer. Deixam também de sonhar e de fazer planos para o futuro, perdem a esperança de dias melhores.

Este quadro pode se agravar e muito caso a pessoa se sinta desamparada, sem pai, mãe, marido, irmão, amigo ou vizinho pra lhe dar um ombro amigo ou uma mão pra se levantar e seguir em frente. Acabam se prendendo  a dores e perdas do passado e mergulham num poço de depressão e lamentações.

Outros fatores (externos que também agravam o quadro dos 4Ds):

O Global Entrepreneurship Monitor mostra que a exposição ao agrotóxico (longos anos ininterruptos de trabalho agrícola-no campo- de sol a sol), perda de emprego, crises políticas e econômicas, discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, agressões psicológicas e/ou físicas, sofrimento no trabalho, diminuição ou ausência de autocuidado, conflitos familiares, perda de um ente querido, doenças crônicas, dolorosas e/ou incapacitantes, entre outros podem ser fatores que vulnerabilizam, ainda que não possam ser considerados como determinantes para o suicídio. Sendo assim, devem ser levados em consideração. Se o indivíduo apresentar esses sinais, fique alerta para o risco de suicídio eminente.

Abordagem adequada: Diante de uma pessoa sob risco de suicídio, o que se deve fazer?

Encontre um momento apropriado e um lugar calmo para falar sobre suicídio com essa pessoa. Deixe-a saber que você está lá para ouvir, ouça-a com a mente aberta e ofereça seu apoio.  Se você acha que essa pessoa está em perigo imediato, não a deixe sozinha. Procure ajuda de profissionais de serviços de saúde, de emergência e entre em contato com alguém de confiança, indicado pela própria pessoa. Se a pessoa com quem você está preocupado(a) vive com você, assegure-se de que ele(a) não tenha acesso a meios para provocar a própria morte (por exemplo, pesticidas, armas de fogo ou medicamentos) em casa. E acima de tudo,  ter sensibilidade de olhar para o próximo com os olhos do coração.

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